Reflect - Armação de sonhos (com João Mestre) | Spoken word

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- Português (Portugal) -

«Armação de sonhos»

Passeio estreito, rua apertada, cheira a mar na madrugada
Rasgo de luz no parapeito, janela com vista tapada
Sete andares de betão que fazem sombra na estrada
O ritual repete-se, reflecte-se na calçada
Areia fina esbranquiçada por um país pisada
Pela falésia que cai sobe uma praia privada
Juventude mal ensinada, capacidade desperdiçada
Em três meses de trabalho com ambição ignorada
Tenho o joelho esfolado por jogos naquele pelado
Subo à fortaleza com orgulho no emblema bordado
Com lágrimas de alegria por cada golo marcado
Com sorriso de criança por cada dia aproveitado
O mesmo que passeia por uma aldeia afogada
Em cheias que visitam sem convite na alvorada
É o retrato colorido desta Vila mal pintada
Ao país que leva tudo, mas que cá não deixa nada

Jovens como o que sou, carregados de esperança
Com um futuro à sua frente com falta de confiança
Merecedor de cinco, trago quatro sem razão
Ignorante o professor que rouba a motivação
Projectos não reconhecidos pela gente do poder
Marcam história nesta rua onde te vejo crescer
Não sigas exemplos que nada exemplificam
Companhias mal escolhidas que só te prejudicam
É o tempo desperdiçado em cigarros num café
Apatia que me enjoa de gente que diz ter fé
Estúpida a família que te priva de sonhar
Que é pequena demais p'ra ver o que tens p'ra dar
O prazer que adoras é a dor que amanhã choras
Tira a mão do bolso, abre o livro que ignoras
Chuta a bola colocada, voa ao ritmo da gaivota
Nesta Armação de sonhos escolhe tu a tua rota

-

Texto e voz: Reflect
Melódica: João Mestre
Câmara: Mauro Cunha
Agradecimento: Bruno Alves


- English -

«Armação de sonhos» («Armação of dreams»)

A narrow walk, a cramped street, the sea smell at dawn
A light silhouette on the sill, window overlooking covered
Seven floors of concrete shadowing the road
A repeated cycle that reflects on the sidewalk
The fine whitish sand trampled by a country
While the cliff collapses a private beach rises
Youth badly taught, wasting their potential
In three months of work without any ambition
My knee is bruised because of games on that field
I climb the fortress with pride on the emblem I carry
With tears of joy for every goal scored
With a child smile by each day fully enjoyed
The same that walks through a drowned village
In floods that visit at dawn without being invited
It's the portrait of this colorful Village painted poorly
To the country that takes it all and here leaves nothing

Youths as me are filled of hope
With a future ahead but lacking confidence
Deserving an A, I get a B without a reason
Ignorant is the teacher who takes away the motivation
Projects unrecognized by the people of power
Making history on this street where I see you grow
Don't follow examples that don't mean anything
Bad companions that can only harm you
It's the time wasted on cigarettes at a café
Apathy that sickens me from people who claim to have faith
Stupid is the family that keeps you from dreaming
Too blind to see all you have to give
The pleasure you love is pain that you'll cry tomorrow
Get your hands out of your pockets, open the book you ignore
Kick the ball precisely, fly at the rhythm of seagulls
In this Armação of dreams choose your own path

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Text and voice: Reflect
Melodica: João Mestre
Camera: Mauro Cunha
Thanks to: Bruno Alves


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